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20/04/2005 - 16:29:44

A Campanha, sob a ótica do torcedor

Carlos Silva

Foi esta a campanha do Ramalhão no Campeonato Paulista 2005:
- 33 pontos ganhos (aproveitamento de 57,9 %);
- 10 vitórias, 3 empates e 6 derrotas;
- 34 gois marcados e 27 sofridos;
- 4º colocado na classificação geral.

Em termos numéricos, aí está completa e sucintamente traduzida, em números, a participação do Santo André no Paulistão. São informações suficientes para um matemático ou um estatístico. Mas o torcedor não vê o futebol em números. Vamos, então, analisar a campanha pela ótica do torcedor.

Pela primeira vez, o Santo André viveu a experiência de disputar a Copa Libertadores simultaneamente ao Paulistão, e a diretoria tomou a decisão de não dar prioridade ao torneio continental, já que uma boa classificação no Paulistão poderia classificar o time para a Copa do Brasil 2006, mantendo o Ramalhão em evidência no cenário esportivo nacional. Uma decisão de certa ousadia. Infelizmente, a decisão seguinte da diretoria foi um enorme equívoco: contratar o treinador Luiz Carlos Ferreira para dirigir o time nos dois campeonatos. A torcida recebeu mal a contratação, não só porque o novo técnico, de várias passagens anteriores pelo Ramalhão, não tinha o perfil necessário para a Libertadores, mas também (e principalmente) pela forma que ele deixara o clube em 2004, em meio à disputa da Copa do Brasil.

Com isso, a campanha do Ramalhão no campeonato paulista pode ser dividida em duas partes: a fase LCF e a fase pós-LCF. O time até começou bem o campeonato, mantendo-se na média inglesa (aproveitamento de 66%) até a 8ª rodada. Mas a partir daí, as seguidas contusões e as trapalhadas do treinador derrubaram o rendimento da equipe, que perdeu jogos absurdos em casa. Quando LCF
deixou o comando do Ramalhão, após nova derrota no Brunera para o MSI/Corinthians (e ainda insultando a torcida ramalhina ao afirmar que a derrota foi "um resultado normal"), o aproveitamento da equipe caíra para 55,5% (20 pontos ganhos em 36 possíveis).

A partir daí, Sérgio Soares assumiu o comando. Sob sua direção, o aproveitamento da equipe melhorou razoavelmente (62%), mas a arrancada nas últimas 3 rodadas foi suficiente para alcançar a 4ª posição na classificação geral - a melhor já obtida pelo Ramalhão em campeonatos estaduais na 1ª divisão. Com isso, tivemos uma dupla alegria: conseguimos a vaga para a CB, e de quebra ficamos à frente do "São Caitano".

Outro ponto positivo a destacar foi a melhora na média de público nos jogos do Ramalhão. O torcedor ramalhino parece estar readquirindo o prazer de ir ao Brunera ver o time jogar (ainda que continue a ser maltratado nos jogos contra os "grandes", num desrespeito flagrante ao Estatuto do Torcedor). Mesmo com a fórmula de disputa capenga (pontos corridos em turno único não é campeonato; é meio campeonato), que desestimulou o comparecimento do torcedor, o Ramalhão foi um dos poucos clubes que conseguiu aumentar sua média de público. Eu acredito que o trabalho de conscientização feito pelos Ramalhonautas tem sido um dos motivos dessa volta por cima.

Podemos dizer, então, que a campanha do Santo André no Paulistão 2005 foi boa? Grosso modo, sim: boa, mas não excelente. Ficou a sensação que poderíamos ter feito melhor. Embora no futebol não exista a palavra SE (que equivale a uma negação: SE tivéssemos vencido aquele jogo, SE aquela bola que bateu na trave tivesse entrado, etc...), sinto-me tentado a dizer que SE não tivéssemos perdido 10 pontos em casa, teríamos ficado com o vice-campeonato.

Mas o Paulistão agora é passado. Que venha a Série B, onde mais do que nunca merecemos o acesso. E, antes, vamos buscar a classificação para a segunda fase da Libertadores. 2005 ainda promete muitas emoções para o torcedor do Ramalhão.






 

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